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Hamas promete reformas mas rejeita desarmamento

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Hamas promete reformas mas rejeita desarmamento

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O chefe político da organização islamita Hamas no exílio falou pela primeira vez desde o anúncio dos resultados das eleições legislativas palestinianas. Kahled Mechaal afirmou este Sábado que o Hamas vai ser bem sucedido nas reformas políticas, tanto como o foi na resistência e recusou os apelos internacionais ao desarmamento. O médio Oriente vive o rescaldo das eleições palestinianas de quinta-feira que deram uma surprendente vitória ao Hamas.

A mudança política resulta numa série de incógnitas quanto ao futuro da região. A começar pelos apoios internacionais: Os Estados Unidos recusam cooperar com o Hamas e anunciaram a revisão das ajudas à Palestina. Sean MacCormack, porta-voz do Departamento de Estado disse que “caso o Hamas venha a formar governo, como é provável que aconteça, Washington terá de rever todos os aspectos do programa de ajuda, segundo as políticas e as leis norte-americanas” A vitória dos islamitas do Hamas, classificados pelos norte-americanos como uma organização terrorista, põe em causa os 150 milhões de euros que o orçamento americano tinha destinado ao fundo da ONU para o estado palestiniano. Como seria de esperar, Israel adopta igualmente uma posição de afastamento. A ministra dos negócios estrangeiros israelita Tzipi Livni confirma a recusa do Estado de Israel em negociar com um governo formado pelo Hamas: “As eleições não podem passar um pano sobre o terrorismo, e o facto de eles terem participado no escrutínio não muda a posição do Hamas como organização terrorista”. A reforçar estas declarações fontes governamentais israelitas afirmaram este sábado que Israel não permitirá que os deputados do Hamas circulem entre a faixa de Gaza e a Cijordânia. Entretanto, os derrotados das legislativas palestinianas não se conformam com os resultados da votação. Gaza viveu uma noite de protestos e distúrbios por parte de apoiantes da Fatah que responsabilizam os seus dirigentes pelo desaire.