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Ajuda financeira: Bruxelas dá benefício da dúvida ao Hamas

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Ajuda financeira: Bruxelas dá benefício da dúvida ao Hamas

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Para já, não haverá interrupção ao que Bruxelas chama “financiamento do desenvolvimento económico e institucional” da Palestina, mas se o Hamas não reconhecer Israel e não renunciar à violência, o dinheiro deixará de ser transferido.

Desta forma os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia, reunidos em Bruxelas, dão ao Hamas o benefício da dúvida. Javier Solana, chefe da Diplomacia dos 25, afirmou que “não se está a pedir algo absurdo ao Hamas, não se pede que se transforme em 24 horas. Estamos a traçar a direcção que consideramos fundamental para que, em troca, sejam ajudados pela comunidade internacional”. O Hamas, por outro lado, já pediu para que a ajuda financeira não cesse, caso contrário será o colapso da Autoridade Nacional Palestiniana, e pediu negociações sem condicionantes. Mas a comunidade internacional desconfia. A organização radical, que está na lista negra da União Europeia e dos Estados Unidos, é considerada uma organização terrorista. No entanto, a mesma comunidade reconhece que tem de dar tempo ao grupo para entrar nos carris da democracia, se for sua intenção. O Hamas ainda não formou governo mas já decretou uma série de medidas. Nas escolas, os rapazes ficam de um lado e as raparigas de outro. E no comício realizado esta segunda-feira, as mulheres ficaram num canto, os homens noutro.