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AIEA quer prosseguir diplomacia para resolver crise nuclear iraniana

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AIEA quer prosseguir diplomacia para resolver crise nuclear iraniana

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A reunião da Agência Internacional de Energia Atómica não fecha as portas à diplomacia na resolução da questão nuclear iraniana.

O organismo, com sede em Viena, está reunido em sessão extraordinária para avaliar a possibilidade de reportar a situação ao Conselho de Segurança das Nações Unidas. No entanto, as 35 nações que integram a agência consideram este passo uma nova evolução na diplomacia, uma vez que eventuais sanções estão descartadas pelo menos até à reunião de Março da AIEA, como explica o director Mohammed el-Baradei: “Não se trata de nenhuma ameaça iminente, quer o conselho de governadores decida ou não enviar a questão para o Conselho de Segurança. Todos concordam que a única forma de avançar é através da diplomacia, através de negociações e ainda há uma oportunidade para todas as partes encontrarem uma solução.” A comunidade internacional descarta, de momento, sanções e reconhece o direito do Irão a um programa nuclear civil.Além disso, relatórios dos serviços secretos norte-americanos indicam que a República Islâmica ainda não dispõe de tecnologia nuclear adaptada a fins militares. No entanto, a reabertura de centrais e o início das actividades de enriquecimento de urânio não afastam os temores de, sob a fachada do programa energético civil, se esconder um projecto de pesquisa nuclear militar. Compete agora ao Irão, que escondeu o programa nuclear durante 18 anos, restabelecer a confiança e dar garantias de boa-fé. Porém, após o fracasso de mais de dois anos de negociações com a Troika Europeia e na iminência de eventuais sanções internacionais, o regime de Teerão mantém-se inflexível e ameaça deixar de colaborar com a Agência Internacional de Energia Atómica.