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Alastra crise dos desenhos do Profeta

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Alastra crise dos desenhos do Profeta

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O caso das caricaturas dinamarquesas de Maomé toma proporções preocupantes. Na Faixa de Gaza realizaram-se novas manifestações de protesto. O Islão proíbe representações do Profeta para evitar a idolatria. A situação agrava-se se as representações forem insultuosas.

Em Damasco, na Síria, a embaixada dinamarquesa foi ontem evacuada na sequência de um alerta à bomba. Situação semelhante viveu o Jylland-Posten pelo segundo dia consecutivo. O jornal dinamarquês está na origem do caso por ter publicado 12 caricaturas de Maomé em Setembro. A economia do país escandinavo está já a sofrer com a situação. Vários Estados muçulmanos iniciaram um boicote aos produtos dinamarqueses. O Médio Oriente é o segundo maior mercado do grupo agro-alimentar Arla, com um volume de negócios anual da ordem dos 400 milhões de euros. O seu director finaceiro, Finn Hansen, explica que “a reacção dos consumidores é um verdadeiro tsunami. Doze desenhos, estagnaram o negócio em apenas cinco dias”, afirmou. O montante estimado das perdas diárias é superior a um milhão de euros. Na Europa, surge o debate entre a liberdade de expressão e o respeito pelas religiões. Vários jornais publicaram ontem as caricaturas da discórdia. Em Paris, o jornal France Soir escreveu na manchete: “Sim, temos o direito de caricaturar Deus”. O proprietário franco-egípcio do jornal discordou da decisão e despediu o director da publicação.