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Publicação de caricaturas de Maomé provoca ira de muçulmanos

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Publicação de caricaturas de Maomé provoca ira de muçulmanos

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A polémica sobre as caricaturas de Maomé publicadas em vários jornais europeus fez uma primeira vítima: o director do jornal France Soir.

O responsável foi demitido pelo proprietário – um cidadão cristão franco-egípcio. O director justifica a publicação dos desenhos satíricos. Jacques Lefranc considera que “este não é um debate sobre o Islão nem sobre os muçulmanos. A questão é saber se é permitido aos cidadãos numa sociedade democrática e laica desenhar caricaturas que representem divindades”. A publicação dos desenhos considerados ofensivos para o Islão provocou a ira da comunidade árabe. Em Gaza, radicais palestinianos armados manifestaram-se junto à sede da União Europeia na região e exigiram um pedido de desculpas no espaço de 48 horas. As caricaturas foram publicadas pela primeira vez em Setembro pelo jornal dinamarquês Jylllands-Posten. Voltaram a ser publicadas quase quatro meses depois por um jornal norueguês e há poucos dias também o France Soir tornou as caricaturas públicas. A polémica estalou, as autoridades dinamarquesas mostraram solidariedade para com os jornalistas, muitos jornais europeus foram atrás do France Soir. A revolta no mundo muçulmano estalou. Muitos jornais receberam ameaças de bomba. A União Europeia fechou temporariamente as instalações em territórios palestinianos. Muitos funcionários de ONG’s foram transferidos para outros locais. A Arábia Saudita e outros países do mundo muçulmano anunciaram o boicote a produtos dinamarqueses e noruegueses. Em Bruxelas, a comissária europeia para a Agricultura, a dinamarquesa Mariann Fischer Boel pede calma e serenidade a todas as partes. No entanto, a União garante que se o boicote for efectivo o dossiê vai directamente para a Organização Mundial do Comércio para avaliação.