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Diplomatas e jornalistas abandonam território palestiniano

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Diplomatas e jornalistas abandonam território palestiniano

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As caricaturas dinamarquesas do profeta Maomé são uma semente que faz germinaruma divisão cada vez mais evidente entre duas civilizações. Diplomatas e jornalistas ocidentais começaram a abandonar os territórios palestinianos, pressionados por ameaças de violência e sequestros, como represália a uma liberdade de expressão que não encontra compreensão no fundamentalismo islâmico.

“Está um clima um pouco tenso. Notamos que estas pessoas estão zangadas. Não percebem o que está acontecer, não compreendem porque é que o jornal francês publicou as caricaturas do diário dinamarquês”, referiu uma jornalista aoatravessar a fronteira de Erez. Esta quinta-feira, 12 homens ligados ao Fatah cercaram os escritórios da Comissão Europeia, em Gaza, cometeram actos de vandalismo e deixaram a mensagem de balas disparadas para o ar. Algumas representações diplomáticas foram encerradas. O descontentamento oficial de vários países árabes também ficou expresso em acções diplomáticas dirigidas a um governo dinamarquês que lamenta, mas não responde por uma imprensa livre. Anders Fogh Rasmussen, primeiro-ministro da Dinamarca, referiu num canal de televisão árabe que “ficou incomodado com o facto dos muçulmanos verem nestas caricaturas a difamação do profeta Maomé. Não foi essa a intenção da publicação que, entretanto, pediu desculpas e espero que possamos encontrar uma solução nessa base”, concluiu. Ontem e em nome da defesa do profeta Maomé, um cidadão germânico foi sequestrado por algumas horas na cidade de Nablus, na Cisjordânia. Está bem de saúde mas as ameaças contra dinamarqueses, noruegueses e franceses continuam válidas.