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Naufrágio no Mar Vermelho: a revolta dos familiares das vítimas

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Naufrágio no Mar Vermelho: a revolta dos familiares das vítimas

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Centenas de familiares das vítimas concentraram-se no porto de Safaga, fechado por um cordão policial, e exigiram a lista de passageiros, o que provocou momentos de grande tensão. A chegada dos sobreviventes ajudou a esclarecer os contornos do acidente provocado por um incêndio, mas não evitou a polémica pela demora dos socorros, a falta de equipamento salva-vidas e de informação. Muitos dos náufragos foram resgatados pela guarda-costeira mas cerca de 900 pessoas estão ainda desaparecidas. Até agora foram recuperados 185 cadáveres e 389 sobreviventes.

A companhia egípcia proprietária da embarcação a “Al-Salaam Maritime” admitiu ser provável encontrar mais sobreviventes, já que os 98 botes salva-vidas dispõem de víveres para cinco dias. O “ferry”, com uma tripulação de 98 membros e 1300 passageiros zarpara na noite de quinta-feira do porto saudita de Dubah, para percorrer 200 quilómetros até Safaga, a sul de Hurghada, tendo naufragado uma hora antes de ancorar, quando os passageiros dormiam.

Hosni Mubarak visitou os sobreviventes do naufrágio internados no Hospital Geral de Hugarda, na margem do Mar Vermelho. O presidente egípcio, acompanhado por membros do seu gabinete, visitará ainda o porto de Safaga, lugar de destino do barco sinistrado. Mubarak vai entregar 4.300 euros aos familiares dos mortos e desaparecidos.