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Novecentas pessoas desaparecidas após naufrágio de navio devido a um incêndio

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Novecentas pessoas desaparecidas após naufrágio de navio devido a um incêndio

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Um incêndio esteve da origem na tragédia no Mar Vermelho. A chegada dos sobreviventes ao porto egípcio de Hurghada permite elucidar as razões do naufrágio mas, ao mesmo tempo, origina outras questões e polémicas relacionadas com a atitude da tripulação, a demora dos socorros e a falta de equipamento salva-vidas do navio.

Um sobrevivente conta que, após o início do incêndio nos motores, a tripulação decidiu continuar viagem e combater ela as chamas, o que acabou por prolongar-se por três horas. Um relato reiterada por uma outra sobrevivente. Segundo testemunhos, o incêndio foi detectado uma hora e meia após a partida de Douba, na Arábia Saudita. As autoridades garantem não ter recebido qualquer pedido de socorro. O navio el-Salam 98 acabou por afundar em apenas dez minutos a cem quilómetros da costa de Safaga, cidade vizinha da estância balnear de Hurghada, o porto onde deveria atracar na madrugada de sexta-feira. A bordo seguiam 1400 pessoas, na maioria egípcios. Já foram encontrados 314 sobreviventes e 185 cadáveres. Centenas de familiares estão reunidos junto ao porto e aos hospitais de Safaga e Hurghada mas, até agora, não conseguiram obter qualquer informação, fazendo aumentar o desespero e o descontentamento. O navio el-Salam 98 tinha 35 anos de serviço. As questões de segurança foram evocadas desde o início. Entretanto, entram no segundo dia as operações de busca. Mas há pouca esperança de encontrar com vida as 900 pessoas dadas como desaparecidas.