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Mubarak ordena inquérito e atribui indemnizações a vítimas do naufrágio

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Mubarak ordena inquérito e atribui indemnizações a vítimas do naufrágio

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Cerca de 800 pessoas estão desaparecidas no Mar Vermelho dois dias após o naufrágio do navio egípcio. Até agora foram encontrados 195 cadáveres e cerca de 400 pessoas foram resgatadas com vida quer na costa egípcia quer na saudita.

As declarações dos sobreviventes alimentam a polémica sobre a actuação da tripulação e a lentidão dos socorros. Um náufrago relata que o capitão do navio lhes disse para não se preocuparem, que o incêndio não era grave, mandou os passageiros retirar os coletes de salvação e levou-os. Pouco depois era o primeiro a fugir, junto com a tripulação, abandonando cerca de 1300 pessoas a bordo. Em terra, no porto egípcio de Safaga, os familiares dos passageiros perdem a paciência face à falta de informações. Ontem chegaram mesmo a atacar com pedras a polícia que protegia a entrada. Os agentes responderam com gás lacrimogéneo. A companhia, proprietária do ferry, evoca o controlo feito pelas autoridades sauditas, antes do navio partir de Douba, para refutar as falhas de segurança evocadas. O presidente egípcio visitou os feridos no hospital de Hurghada. Hosni Mubarakordenou a abertura de um inquérito urgente e a atribuição de indemnizações. Cada sobrevivente vai receber 2500 dólares e as famílias das vítimas mortais cerca de cinco mil dólares.