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Dinamarca pede desculpa pelas caricaturas de Maomé

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Dinamarca pede desculpa pelas caricaturas de Maomé

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Um pedido de desculpas dos dinamarqueses para ser escutado no mundo árabe. Centenas de pessoas participaram este domingo numa manifestação pacifica em Copenhaga, na Dinamarca, onde foram publicadas, em Setembro, as caricaturas do profeta Maomé que estão a incendiar o mundo muçulmano.

A favor dum “diálogo pacífico” entre civilizações, os dinamarqueses esperam resfriar a violência dos últimos dias no mundo árabe. O chefe da diplomacia de Copenhaga veio a publico “reiterar” o respeito do governo dinamarquês pelo Islão. Depois de Damasco no sábado, a violência transbordou este domingo para Beirute, onde o consulado da Dinamarca foi incendiado pela multidão. A polícia procedeu a mais de centena e meia de detenções mas foi incapaz de evitar o ataque à representação dinamarquesa na capital do Líbano. Os confrontos tiveram lugar num bairro cristão da capital e para além de terem provocado três dezenas de feridos deixaram um rasto de carros da polícia e do exército incendiados, para além de outros danos materiais. O executivo libanês esteve reunido de emergência, e o ministro da Administração Interna acabou por apresentar a demissão pressionado por alguns membros da coligação governamental e também pela oposição cristã. Bruxelas tal como Paris foi palco duma manifestação contra as caricaturas que colocam no centro da actualidade o debate em torno da liberdade de expressão e do respeito pela religião. O recurso à violência foi condenado pela União Europeia, mas também pelos chefes de Estado reunidos em Dresden, caso de Jorge Sampaio. A Casa Branca já manifestou o seu repúdio pelos últimos incidentes. O secretário-geral das Nações Unidas manifestou-se “preocupado” com a situação. O Iraque decidiu suspender todos os contractos comerciais com a Dinamarca e alguns activistas prometem atacar o contingente dinamarquês no país. O irão já disse que vai rever as suas relações comerciais com os países que publicaram as caricaturas.