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UNICEF celebra quarto aniversário da luta contra a excisão feminina

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UNICEF celebra quarto aniversário da luta contra a excisão feminina

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Há quatro anos que a UNICEF consagra o dia 06 de Fevereiro ao tema da luta contra a excisão feminina. O ritual milenar praticado em três milhões de raparigas por ano é sobretudo um problema de saúde pública em vários países africanos e asiáticos.

A mutilação do aparelho genital feminino na idade da puberdade é considerada como um ritual de purificação e de passagem à idade adulta para várias comunidades. Os riscos desta prática vão do choque hemorrágico até à morte. No Senegal, a aldeia de Ker Simbara foi uma das primeiras a acabar com a prática da excisão. Aminata Ndiaye conta o que fez para ganhar a confiança da população. “Através de um programa de alfabetização funcional, com base nos temas da saúde e do direito, as mulheres puderam ser sensibilizadas, assim como os homens da aldeia que tomaram depois posição.” De acordo com a UNICEF, a Guiné, o Egipto, o Mali, o Sudão e a Eritreia são os países onde a prática está mais enraizada e é praticada independentemente da religião de cada família, isto apesar de nenhum livro religioso fazer referência à excisão. Nestes cinco países, a taxa de mulheres excisadas é superior a 80 por cento e apesar do sofrimento que a excisão provoca, o peso da tradição e da religião faz com que, nestes países, entre 50 e 99 por cento das mulheres apoiem esta prática, que ainda hoje não são unanimemente consideradas ilegais. O debate em torno da defesa dos direitos do homem e da tradição está a alterar as mentalidades, se bem que a um ritmo lento demais. Mesmo assim, alguns países africanos já começaram a julgar as práticas de excisão.