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Caricaturas de Maomé: Europa apela à calma e ao diálogo

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Caricaturas de Maomé: Europa apela à calma e ao diálogo

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Os dirigentes europeus tentam apagar o incêndio causado pelas caricaturas de Maomé e apelam à calma. No mesmo dia, as embaixadas dinamarquesa e austríaca – que representa a presidência europeia – foram vandalizadas na capital iraniana e o governo de Teerão anunciou o corte de relações comerciais com a Dinamarca.

A chanceler alemã, Angela Merkel, compreende que as caricaturas feriram sentimentos religiosos e que se pode exprimir a sua indignação, mas que em caso algum a violência pode ser o meio para o fazer. O presidente em exercício da União Europeia, Wolfgang Schüssel, apela aos líderes políticos e religiosos do mundo muçulmano para que se envolvam na construção de pontes de diálogo. Algo absolutamente necessário no século XXI, sublinha o chanceler austríaco, que pede também um empenho claro na protecção dos cidadãos europeus e das suas instituições. Entretanto, o chefe da diplomacia italiana, Gianfranco Fini, acusou os movimentos islâmicos radicais de encorajarem os protestos. A situação levou o ministério dos Negócios Estrangeiros dinamarquês a constituir uma célula de crise. Copenhaga estabeleceu uma lista de 14 países que os seus cidadãos devem evitar. Como consequência, foram vários os voos anulados ontem na capital escandinava. “Deviamos partir para o sol no Egipto. Mas as orientações do Executivo obrigaram ao cancelamento da viagem”, explica um turista. Cerca de 3.000 dinamarqueses tinham programado férias de Inverno no calor do Médio Oriente.