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Cólera islâmica custa caro à economia dinamarquesa

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Cólera islâmica custa caro à economia dinamarquesa

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A liberdade de expressão está a custar caro à Dinamarca. Os efeitos dos apelos ao boicote e a suspensão oficial de trocas comerciais de alguns países já se começam a fazer sentir. A firma mais afectada é a empresa de lacticínios Arla com perdas diárias na ordem de um milhão e trezentos mil de euros.

O prejuízo global ainda não é conhecido. “É difícil determinar para já. Claro que tem tido um grande impacto nas empresas individuais, mas é complicado avançar com números exactos em termos de exportações”, refere Henriette Soelvtoft, directora da Confederação Industrial da Dinamarca. Os produtos alimentares e farmacêuticos são os mais afectados. Representam cerca de 40 % das exportações dinamarquesas para o Médio Oriente. De acordo com uma estimativa, a continuar por um ano, o boicote pode levar ao corte de mais de 11.400 postos de trabalho naquele país e mil milhões de euros em prejuízos. “Estamos a estudar formas de restabelecermos boas relações com o mundo árabe porque, claro, é muito importante termos boas ligações assim que o conflito ficar sanado.” A industria turística também sofre as consequências. O ministério dos Negócios Estrangeiros dinamarquês aconselhou os seus cidadãos a evitarem pelo menos 14 países muçulmanos.