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Haitianos vão a votos rodeados de grande aparato de segurança

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Haitianos vão a votos rodeados de grande aparato de segurança

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Os haitianos depositam muita esperança nas eleições presidenciais e legislativas que se realizam hoje. Perto de três milhões e meio de eleitores foram chamados às urnas.

Há mais de 30 candidatos a chefe de Estado, 100 senadores por escolher assim como 100 deputados. O secretário-geral para a Organização dos Estados Americanos, José Miguel Insulza, afirmou que “as eleições não vão resolver todos os problemas do país, mas serão um primeiiro passo rumo à necessária normalização de um processo que é muito mais complexo”. Complexo porque 60 por cento da população activa do Haiti está desempregada, os 8,5 milhões de habitantes vivem com menos de dois dólares por dia, a insegurança é endémica, o tráfico de droga e o contrabamdo são práticas correntes em diversas partes do país, um dos mais pobres do mundo. A ONU tem no terreno mais de sete mil capacetes azuis, neste momento há centenas de observadores internacionais para controlar o desenrolar do escrutínio. O favorito à corrida presidencial, René Préval, tem 63 anos, já foi chefe de Estado entre 1996 e 2001, mas se for a uma segunda volta, a realizar-se a 19 de Março, poderá encontrar-se com Charles Henry Baker, um empresário conhecido como Charlito. Dentro de três dias deverão ser conhecidos os resultados eleitorais. A realização deste escrutínio foi adiada quatro vezes. Desde que o presidente Jean Bertrand-Aristide foi forçado a deixar o poder, há dois anos, as Nações Unidas controlam o período de transição no país, um processo que se revelou inglório com denúncias de má gestão e caos.