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Indignação islâmica prossegue pelo mundo muçulmano

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Indignação islâmica prossegue pelo mundo muçulmano

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Do Afeganistão ao Irão, passando pela Indonésia, Egipto, Paquistão ou mesmo Jordânia e Iémen, os protestos multiplicam-se contra as polémicas caricaturas de Maomé. Todos querem limpar a honra do profeta.

No Afeganistão, a embaixada da Dinamarca – primeiro país a publicar as imagens da discórdia – foi atacada. Os soldados noruegueses que fazem parte da força da NATO no país também foram alvo da fúria popular. A Noruega foi o segundo país a fazer eco das imagens. Estes incidentes causaram a morte de pelo menos quatro pessoas. No Irão a embaixada dinamarquesa foi de novo atacada, desta vez os manifestantes conseguiram entrar por breves momentos no perímetro do jardim, um dia depois de Teerão anunciar o corte de relações comerciais com a Dinamarca. No Egipto milhares de estudantes universitários manifestaram-se contra as caricaturas e chegaram mesmo a exigir o corte de relações entre o Cairo e Copenhaga. No Iraque dezenas de estudantes, mais pequenos, rapazes e raparigas, foram levados à rua para uma coreografia da indignação. A fúria do mundo muçulmano multiplica-se tal qual um efeito dominó.