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EUA pedem explicações sobre convite de Moscovo ao Hamas

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EUA pedem explicações sobre convite de Moscovo ao Hamas

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Washington exige clarificações à Rússia, depois de Vladimir Putin anunciar a intenção de convidar o Hamas a visitar Moscovo.

O porta-voz do departamento de Estado norte-americano, Sean McCormack explicou que “neste momento”, os Estados Unidos pretendem que “os Russos esclareçam as suas intenções exactas e os seus planos” e acrescentou que “se existirem encontros”, Washington “espera que a mensagem seja forte e clara para o Hamas”. Os Estados Unidos, bem como a União Europeia e a ONU, pretendem que o grupo radical renuncie à luta armada e reconheça o Estado de Israel antes de abrirem a via ao diálogo. Putin lançou a possibilidade de um encontro após uma reunião com o chefe do governo espanhol em Madrid, lembrando que “é preciso reconhecer que o Hamas chegou ao poder na Autoridade Palestiniana através de eleições democráticas e legítimas”. O presidente russo acrescentou que se “deve respeitar a escolha do povo palestiniano.” Putin justificou-se com o argumento de que Moscovo nunca viu o Hamas como um grupo terrorista, ao contrário dos restantes parceiros do Quarteto de mediadores internacionais do conflito israelo-palestiniano. O movimento radical está disposto a aceitar o convite russo. Em Rafah, na Faixa de Gaza, o cabeça de lista do Hamas nas legislativas de Janeiro, Ismail Haniya, afirmou que o grupo é “cauteloso em relação às relações com a maioria dos países e por isso estaria encantado em visitar a Rússia e conversar e negociar com o governo e o líder russos.” Israel está descontente com a decisão russa. A frente internacional contra o diálogo com o movimento radical que tinha conseguido concertar após a vitória eleitoral do Hamas parece agora querer ceder.