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Operação de urgência salva Ariel Sharon

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Operação de urgência salva Ariel Sharon

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Após quatro horas na sala de operações, os médicos do Hospital Hadassah de Jerusalém conseguiram estabilizar o estado clínico de Ariel Sharon.

A decisão de levar a cabo uma intervenção cirúrgica de urgência surgiu depois de se terem descoberto problemas de irrigação sanguínea no aparelho digestivo do primeiro-ministro. O resultado da operação foi divulgado a meio da tarde por Shlomo Mor Yossef, director do hospital: Ariel Sharon permanece em estado crítico e mergulhado num profundo coma, mas não corre perigo de vida nem teve complicações pós-operatórias. A rápida intervenção visou afastar o perigo de uma infecção interna que complicasse ainda mais o estado de saúde de Sharon. Por isso, após consultarem a família, os médicos decidiram proceder à ablação de um terço do intestino grosso do paciente. Depois de um ligeiro AVC em meados de Dezembro, o primeiro-ministro israelita foi internado no dia 4 de Janeiro com uma grave hemorragia cerebral. Desde então, Ariel Sharon, que faz 78 anos no final deste mês, não voltou a recuperar os sentidos e já teve de se submeter a sete intervenções cirúrgicas. O agravamento do estado de saúde do primeiro-ministro deu-se numa altura em que Sharon tinha concretizado a ruptura com o Likud e fundado um partido, o Kadima, apontado como favorito à vitória nas eleições de 28 de Março. Aliás, os problemas clínicos de Ariel Sharon não abalaram a popularidade da formação, agora dirigida por Ehud Olmert, vice-primeiro-ministro de Sharon que também, no início do ano, assumiu interinamente a chefia do governo.