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Autoridades internacionais pedem mais vigilância e calma face à gripe das aves

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Autoridades internacionais pedem mais vigilância e calma face à gripe das aves

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Os apelos a uma maior vigilância e os avisos para evitar o pânico entre a população misturam-se após a descoberta dos primeiros casos de gripe das aves na União Europeia.

As autoridades sanitárias internacionais consideram “inútil lançar um alerta à pandemia, pois a descoberta de uma ave infectada na Europa não significa que há propagação do vírus”. Aconselha-se, sobretudo, um aumento da vigilância e o reforço das medidas de prevenção. Itália e Grécia confirmaram ontem a presença do H5N1 nos seus territórios. São os primeiros casos na União Europeia. A variante mais perigosa da gripe das aves foi também detectada na Bulgária. Em todos os casos tratava-se de cisnes selvagens. Giovanni Rezza, perito de um departamento de doenças infecciosas, afirma que “há o risco que o vírus, ao passar dos animais ao homem, sofra uma mutação e permita o contágio entre humanos. Tal tornaria o vírus extremamente contagioso, mas por agora ainda é um risco potencial e não real”. A mutação é o principal receio das autoridades internacionais, que multiplicam os avisos desde o início da epizootia em 2003. O risco acentuou-se com a chegada do vírus a África. Na Nigéria, a situação ameaça fugir ao controlo. As agências da ONU no terreno estão mobilizadas contra a doença e a OMS enviou peritos.