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Protestos de muçulmanos beneficiam extrema-direita dinamarquesa

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Protestos de muçulmanos beneficiam extrema-direita dinamarquesa

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Os protestos contra as caricaturas de Maomé diminuem de intensidade, mas prosseguem em todo o mundo muçulmano. No Paquistão voltaram a ser queimadas bandeiras dinamarquesas, porém as manifestações não são comparáveis aos violentos protestos verificados nas últimas duas semanas. A polémica levou ao encerramento das embaixadas dinamarquesas na Síria, no Irão e na Indonésia e fez com que os interesses económicos do reino fossem boicotados em todo o mundo islâmico.

A crise é de tal forma grave que os Vinte e Cinco e, particularmente, o governo dinamarquês começam a ser alvo de críticas, mesmo no mundo ocidental. Apesar da persistência na defesa da liberdade de expressão, a acção do governo de Anders Fogh Rasmussen tem vindo a ser atacada e acaba por beneficiar a extrema-direita, cujo diálogo anti-islâmico tem dado frutos nos estudos de opinião, como demonstra a posição de alguns habitantes de Copenhaga. “Isto é como ter um balde de gasolina e atirar-lhe um fósforo. Trata-se de algo que já esperávamos há muito”, diz um cidadão de Copenhaga. Outra inquirida afirma: “Os muçulmanos são pobres, têm governos corruptos e não têm liberdade, por isso, encontram motivos para ficarem enraivecidos.” O responsável pela Política Externa da União Europeia, Javier Solana, vai amanhã tentar ultrapassar a crise no Fórum Económico de Djeddah, onde já hoje o secretário-geral da Liga Árabe, Amr Moussa, manifestou vontade de sanar a polémica.