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Destino do Clemenceau permanece uma incógnita

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Destino do Clemenceau permanece uma incógnita

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O porta-aviões francês Clemenceau navega em águas incertas. A viagem até um estaleiro indiano sofreu mais um percalço com o Supremo Tribunal do país asiático ordenar nova peritagem aos produtos tóxicos da embarcação, nomeadamente o amianto. O porta-aviões está proibido de entrar em águas territoriais indianas até nova ordem.

O Supremo Tribunal condenou igualmente as manifestações dos ambientalistas e os artigos de opiniões sobre este caso. Vijay Panjwany, responsável da agência para o controlo da poluição explica que não cabe aos media julgarem esta questão. Se os protestos mediáticos continuarem o tribunal vai agir contra os instigadores, sublinha. O Clemenceau foi desactivado em 1997 depois de uma carreira de 36 anos. Em 2003, foi vendido a uma sociedade espanhola para ser desmantelado mas o contrato foi anulado. Seguiu-se o acordo com os estaleiros indianos e o início dos protestos da Greenpeace contra a viagem para a Índia. A passagem pelo canal do Suez foi também dificultada pelo Egipto, mais uma vez devido ao amianto que ainda se encontra a bordo. Os operários do estaleiro indiano também se manifestam, mas contra os protestos ecologistas. Afinal, a escassez de trabalho é uma preocupação mais premente do que a questão ambiental.