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Libaneses recordam um ano passado sobre o assassinato de Hariri

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Libaneses recordam um ano passado sobre o assassinato de Hariri

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Os libaneses assinalam hoje o primeiro aniversário do assassinato do antigo primeiro-ministro Rafici Hariri sob fundo de discórdia. O chefe do governo libanês, Fouad Siniora, encontrou-se ontem em Ryade com dirigentes sauditas que trabalham para a redução da tensão entre Damasco e Beirute.

As “forças do 14 de Março” anti-sírias que controlam o Parlamento e responsabilizam a Síria pela morte de Hariri, há precisamente ano, recusam a mediação proposta pelo Cairo e Ryade. Um ano passado sobre o atentado terrorista que enlutou o país, os libaneses consideram que o sacrifício desta vida valeu-lhes a libertação do jugo sírio. “Expulsámos os sírios e esse foi o passo mais importante. Sem o sacrifício de Hariri ainda estariamos sob a hegemonia síria”, lembra o ministro libanês das Telecomunicações. Dia 14 de Março de 2005, um mês depois do assassinato do então primeiro-ministro, os libaneses manifestaram-se massivamente para denunciar o atentado e a tutela de Damasco. Sob a pressão popular e da comunidade internacional, os militares sírios acabaram por ter de abandonar o Líbano em finais de Abril do ano passado.