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Líbano recorda assassinato de morte de Hariri um ano depois

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Líbano recorda assassinato de morte de Hariri um ano depois

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As bandeiras ao vento e o espírito colectivo de milhares de pessoas na Praça dos Mártires em Beirute evocam a memória de Rafic Hariri. Faz hoje um ano que o ex-primeiro-ministro libanês foi vítima da deflagração de um potente engenho explosivo.

Um assassinato que semeou a indignação e a revolta contra a presença síria no Líbano e que muitos consideravam a autoridade de facto no país. As suspeitas sobre a autoria do atentado recaíram de imediato sobre Damasco, mas nunca ficou provado. Mas a pressões popular e internacional forçaram a retirada síria do território libanês, depois de mais de 30 anos de ocupação. Muitos consideram que o sacrifico de Hariri valeu-lhes a reconquista da independência. Um inquérito internacional sob égide das Nações Unidas está em curso para determinar com rigor a autoria do assassinato, mas o processo está longe de terminar, em parte devido à recusa parcial de Damasco em colaborar. Ao mesmo tempo, no Líbano, em particular em Beirute, sucedem-se os atentados contra políticos e jornalistas que se opõem à presença síria. Rafic Hariri personificava a reconstrução do país depois de 15 anos de guerra civil. Após a sua, morte o ex-primeiro ministro passou também a simbolizar a reunificação do Líbano.