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Sérvios e albaneses do Kosovo discutem em Viena futuro do território

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Sérvios e albaneses do Kosovo discutem em Viena futuro do território

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Representantes sérvios e albaneses do Kosovo encontram-se hoje em Viena para começarem a debater o futuro estatuto da província sérvia, que desde 1999 é um protectorado internacional. A reunião, a ter lugar no Palácio Daun-Kinsky, na capital austríaca é mediada por Albert Rohan, adjunto do representante das Nações Unidas para o Kosovo, o finlandês Martti Ahtisaari.

Inicialmente previsto para o dia 25 de Janeiro, este encontro foi adiado durante cerca de um mês devido à morte do presidente kosovar Ibrahim Rugova. Esta é a primeira vez que sérvios e albaneses do Kosovo se reúnem desde Outubro de 2003 e, durante esta cimeira, é pouco provável que o futuro estatuto do território comece já a ser debatido, dadas as divergências entre as duas partes. No entanto, questões práticas, como a partilha de poder entre sérvios e albaneses ou o repatriamento dos sérvios que fugiram após o conflito, deverão estar na ordem do dia. Apesar das divisões entre albano-kosovares, a etnia a que pertence 90% da população da província, e sérvios, dominantes politicamente até à instauração do protectorado, a comunidade internacional quer ver progressos ainda este ano. Para tanto pondera a independência ao Kosovo, desde que a população albanesa se revele democraticamente responsável. Algo que a Sérvia rejeita em toda a linha, uma vez que vê no território o berço da nação e um importante centro espiritual ortodoxo. Por isso, Belgrado está disposta a oferecer um estatuto de grande autonomia à província, mas quer salvaguardar a herança histórica e a segurança dos cem mil sérvios que permanecem no Kosovo.