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David Irving condenado a três anos de prisão por negar Holocausto

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David Irving condenado a três anos de prisão por negar Holocausto

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A justiça austríaca não acreditou no arrependimento do historiador britânico, David Irving, e condenou-o a três anos de prisão por ter negado a existência do Holocausto. Irving declarou-se culpado e garantiu ter mudado de opinião. Os oito membros do júri e os três juízes foram unânimes, não acreditando na sinceridade do historiador.

O advogado de defesa, Elmar Kresbach, fala de mensagem forte, considera que teria sido suficiente dois anos e anunciou ter recorrido da sentença. Irving foi detido em Novembro, com base num mandado de captura de 1989, altura em que negou a existência das câmaras de gás, o Holocausto e a implicação dos nazis na “Noite de Cristal”, a primeira grande perseguição dos judeus em 1938. Richard Evans, professor em Cambridge, diz que compreendia a existência da lei austríaca após a Segunda Guerra Mundial, porque era necessário impedir o ressurgimento do nazismo, mas actualmente não. Evans pensa que são insensatas estas acusações contra Irving, porque há o risco de o tornar um mártir da liberdade de expressão. David Irving, com 67 anos, tinha contra si a sua própria obra, que já lhe valeu a proibição de acesso a países como Alemanha, Austrália, Nova Zelândia, Canadá, Itália e África do Sul.