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Morreu Marcinkus, o "guerreiro" de João Paulo II

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Morreu Marcinkus, o "guerreiro" de João Paulo II

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O protagonista de um dos maiores escândalos do Vaticano, Paul Marcinkus, morreu num bairro de Phoenix, no Arizona. Ordenado padre em 1947 vez carreira sob a protecção de João Paulo II depois de ter chegado a Roma em 1958 onde se tornou Arcebispo. O seu nome foi catapultado para a imprensa na eclosão do escândalo sobre a falência fraudulenta do Banco italiano Ambrosiano cujo principal accionista era o Instituo das Obras Religiosas, então dirigido por Marcinkus. O escândalo envolve ainda Roberto Calvi um bancário que ajudou o Arcebispo a tornar-se patrão do Ambrosiano. Calvi foi encontrado morto em 1982 num dos pilares de uma ponte em Londres. Para trás deixou um buraco financeiro de vários milhões de euros e muito mistério.

O dinheiro nunca foi encontrado e a história é um segredo bem guardado por Roma que nunca deixou Marcinkus prestar declarações. Filho de emigrantes lituanos, nasceu nos subúrbios de Chicago em Janeiro de 1922, gostava de charutos e de golfe. A sua história ficará para sempre ligada a este escândalo obscuro que cruza Máfia Siciliana, Maçonaria e o mundo dos negócios. Os investigadores nunca conseguiram chegar a qualquer conclusão.Marcinkus tinha 84 anos.