Última hora

Última hora

Guerra civil no horizonte iraquiano

Em leitura:

Guerra civil no horizonte iraquiano

Tamanho do texto Aa Aa

O Iraque tornou-se num barril de pólvora na sequência do ataque de ontem à mesquita dourada de Samarra e a formação de um governo de unidade nacional está causa. Factos que prenunciam uma guerra civil no país.

Manifestações antagónicas de sunitas e xiitas sucedem-se num ambiente de violência sectária crescente. Numa tentativa de apaziguar os ânimos e de encontrar uma solução conjunta, o presidente Jalal Talabani convocou os principais líderes políticos para uma reunião. Um encontro que acabou por ser boicotado pelos dirigentes da Frente da Concórdia. A aliança sunita justificou-se com a recente violência xiita, anunciando ao mesmo tempo que suspendeu a participação nas negociações com vista a formação de um governo de unidade nacional. O futuro do Iraque está de facto envolvido numa incógnita. Em Bagdade em Bassorá foram encontrados perto de 120 cadáveres baleados, depois de nas últimas 24 horas pouco mais de 150 mesquitas terem sido atacadas, em alguns casos com explosivos. A maioria das vítimas é sunita, incluindo imãs, alvo das represálias xiitas pelo atentado de Samarra, de que já se suspeita do envolvimento da al-Qaida e que semeou a discórdia. Conscientes da gravidade da situação, vários clérigos muçulmanos instaram os seus seguidores à contenção. O recolher obrigatório foi imposto entre as 8 da noite locais e as 6 da manhã em Bagdade e em regiões a norte da capital. As forças de segurança estão em alerta máximo.