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Dubai adia negócio com P&O em resposta apolíticos dos EUA

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Dubai adia negócio com P&O em resposta apolíticos dos EUA

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A Dubai Ports World adiou a compra da companhia britânica de portos e ferry-boats P&O, para poder criar condições especiais para a gestão dos portos norte-americanos operados por esta empresa. Isto depois das críticas de vários senadores e governadores dos Estados Unidos, que temem que o controlo destes portos por parte da Dubai Ports possa pôr em perigo a segurança do país.

O presidente George W. Bush aprovou o negócio e voltou a defender, perante o senado, que a empresa, detida em parte pelo governo dos Emirados Árabes Unidos, não representa qualquer perigo. “A gestão de alguns portos norte-americanos tem estado, até aqui, entregue a uma empresa estrangeira e vai passar, a partir de agora, a estar entregue a outra empresa estrangeira. As pessoas não têm que se preocupar com a segurança. Se houvesse problemas nesse sentido, o negócio não iria avante”, disse Bush.

No entanto, a opinião do presidente não cala as vozes, tanto dos democráticos, como dos republicanos, que se insurgem contra o negócio.

Diz a senadora Hillary Clinton, “se o 11 de Setembro foi uma falha na imaginação e o Katrina foi uma falha na iniciativa, este processo é uma falha na razão. No mundo pós-11 de Setembro, a segurança portuária é um assunto demasiado importante para ser tratado com leviandade”. &A P&O controla actualmente nove portos nos Estados Unidos, incluindo o de Nova Iorque.

Um dos argumentos contra o negócio é que uma parte do financiamento para os atentados de 11 de Setembro de 2001 veio dos Emirados, que o presidente Bush considera, no entanto, “um país amigo”.