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Fusão anunciada entre GDF e Suez origina críticas em Itália

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Fusão anunciada entre GDF e Suez origina críticas em Itália

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O anúncio da contra-proposta da Gaz de France à OPA da ENEL sobre a Suez está a gerar uma forte polémica em Itália.

A oposição aponta a atitude de Paris como um exemplo a seguir pelo primeiro-ministro Berlusconi, enquanto o executivo praticamente em uníssono brada contra as barreiras proteccionistas do governo Villepin. O ministro da Indústria Claudio Scajola considera que “as regras da livre concorrência não podem ser quebradas na Europa. Torna-se indispensável a nível europeu uma reflexão para compreender se as regras da concorrência estão garantidas ou se nesta Europa, os governos podem intervir com as finanças públicas na manipulação dos mercados.” Na semana passada, a Suez esteve na mira da ENEL por controlar a belga Electrabel, considerada fundamental para a expansão da empresa energética italiana na Europa. O negócio desfez-se quando a Gaz de France, com uma capitalização bolsista inferior à Suez, lançou uma contra-proposta, cujas modalidades estão a ser negociadas entre as duas administrações. Segundo o ministro francês da Economia Thierry Breton, a polémica não tem razão de ser, uma vez que a fusão já estava a ser estudada antes mesmo da OPA da ENEL. Paris anunciou ainda que vai conservar no novo conglomerado uma participação capaz de garantir, pelo menos, uma minoria de bloqueio.