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Sindicatos contestam fusão entre o Suez e o Gaz de France

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Sindicatos contestam fusão entre o Suez e o Gaz de France

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A fusão entre o grupo Gaz de France e o belga Suez, vai fazer-se em paridade de acções. Ou seja, troca por troca, uma acção do Suez por cada acção do Gaz de France.

O negócio fará surgir um gigante energético.

O Suez representa em números, 40,7 mil milhões de euros de volume de negócios com uma capitalização bolsita de 43, 1 mil milhões e 160 mil e 700 empregados; o Gaz de France representa 18, 1 mil milhões de euros de volume de negócios, 29,8 mil milhões de valor de mercado e tem pouco mais de 38 mil empregados.

O Suez e o Gaz de France anunciaram, em comunicado conjunto, que a fusão não terá consequências para os trabalhadores dos dois grupos, mas os sindicatos não estão convencidos. Esta manhã os sindicatos do sector reuniram com o ministro francês da Economia, Thierry Breton.

“O anúncio que foi feito há algumas horas ou mesmo há alguns dias caiu como uma bomba. Apesar de aproximação entre os dois grupos já não ser surpresa há alguns meses ou mesmo há alguns anos, o método que foi utilizado não nos agrada. Não agrada aos trabalhadores do sector”, afirmou um representante sindical.

E também não agrada certamente ao grupo italiano Enel que uns dias antes tinha falado na possibilidade de lançar uma OPA sobre o grupo francês. Foi essa eventualidade que desencadeou o proteccionismo do governo de Paris que, rapidamente, pôs em marcha a fusão com o Suez, uma operação muito criticada não só pelos sindicatos como pela esquerda francesa.