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Polémica em torno de filme turco sobre o Iraque

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Polémica em torno de filme turco sobre o Iraque

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Nas ruas de Istambul, na Turquia, este final de Fevereiro decorre tranquilamente, mas nas salas de cinema a “guerra” continua com a exibição do filme “Valley of the Wolves – Iraq”. É a mais cara produção cinematográfica da Turquia – 10 milhões de dólares – e também a mais polémica.

Um cidadãos turco diz que o filme “conta a verdade. O que se vê no filme é o que se vê nas notícias. É um bocado antiamericano”. O filme mistura sequências reais com situações ficcionadas no Iraque. Neste “Valley of the Wolves – Iraq” o cenário é a guerra do Iraque onde os bons são turcos, os maus são americanos, ajudados por curdos e por um médico judeu. Os actores são quase todos participantes numa série de televisão muito popular na Turquia com o mesmo nome, para além dos actores norte-americano Billy Zane e Gary Busey, os maus da fita. “Há um grito forte que vem dali e nós não podemos fechar os ouvidos ao que se passa a 200 quilómetros de distância, porque a América diz que vem de 10 mil quilómetros para trazer a democracia. Nós estamos a dizer, a 200 quilómetros,que há violações dos Direitos Humanos no Iraque”, afirma um outro cidadão turco. Mas porque é que este filme é diferente de outros antiamericanos e críticos da guerra do Iraque. A professora da Universidade de Marmara, Sukran Kuyucat Esen,explica: “É um filme que agita e provoca os nossos sentimentos dramatizando as imagens através dos grandes planos. Isto faz dele um filme de propaganda, na base da cultura popular”. Na Alemanha, onde saiu há duas semanas, “Valley of the Wolves – Iraq” provocou várias reacções da classe política. O primeiro-ministro do estado da Baviera, Edmund Stoiber chegou mesmo a pedir o boicote nas salas de cinema, exigindo ao governo de Ancara um pedido de desculpas.