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Metalúrgicos alemães começam "greve preventiva"

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Metalúrgicos alemães começam "greve preventiva"

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Nem o frio, nem a neve, demoveram os cerca de mil trabalhadores da DaimlerChrysler que fizeram, na noite passada, uma vigília frente à fábrica de Sindelfingen, na Alemanha.

Esta quarta-feira, as instalações da construtora no land de Baden-Wurtenberg foram palco da primeira de uma série de “greves preventivas” no sector metalúrgico, que antecedem as negociações salariais.

Diz uma trabalhadora, “para nós, que estamos na linha de montagem, é inaceitável se não tivermos uma pausa depois de duas horas de trabalho. Já aumentaram a velocidade da produção e diminuíram o número de empregados. Não pode ser. Isto afecta a nossa saúde e as pessoas que trabalham aqui”.

O sindicato IG Metall reclama, além de um aumento de 5%, a manutenção das actuais pausas de oito minutos por hora.

As negociações entre os patrões e o IG Metall estão agora a decorrer, depois do anterior acordo ter caducado na terça-feira. O land de Baden-Wurtenberg, no Sul do país, é visto como um barómetro, porque abriga cerca de 800.000 operários metalúrgicos. Habitualmente, as decisões tomadas aqui são depois adoptadas plos outros lander.

Esta greve preventiva deve alargar-se a outras empresas com instalações nesta região, como a Bosch e a Porsche.