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Aumento da tensão política na Bielorrússia a duas semanas das presidenciais

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Aumento da tensão política na Bielorrússia a duas semanas das presidenciais

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Alexander Kozulin, candidato da oposição bielorussa, foi hoje agredido e temporariamente detido pelas forças de segurança quando tentou tomar parte no Congresso Nacional, reunião oficial convocada pelo presidente Alexander Lukashenko, que alterou a Constituição para se poder recandidatar.

O líder do partido social-democrata Gramada foi detido à entrada do Congresso,acusado de “hooliganismo”. Depois de algumas horas numa esquadra de polícia da capital, acabou por ser posto em liberdade. Ontem, a KGB bielorussa anunciou a descoberta de uma conspiração da oposição contra Lukashenko. O chefe da agência de segurança disse que estava a ser planeado um violento golpe de Estado, após as eleições de 19 de Março que deverão ver o presidente reconduzido no cargo. Acusações deste tipo não são uma novidade por parte das autoridades bielorussas. O país, conduzido com “mão de ferro” desde que, em 1994, Lukashenko chegou ao poder, está na mira de Bruxelas e Washington, que poderão aplicar sanções contra Minsk se as presidenciais não forem justas. O principal candidato da oposição, Alexander Milinkevich, denunciou a acção policial contra Kozulin, afirmando que as eleições degeneraram numa “farsa”. Milinkevich tinha convocado para esta tarde um protesto da oposição na Praça da Liberdade de Minsk, não autorizado pelas autoridades. Acusado pelo Ocidente de ignorar direitos e liberdades fundamentais, nomeadamente através de uma campanha de repressão da imprensa e da oposição, o presidente Lukashenko continua no entanto a aparecer como favorito nas sondagens.