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Continua impasse sobre programa nuclear do Irão

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Continua impasse sobre programa nuclear do Irão

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O grupo de três países da União Europeia conhecido como EU-3, França, Alemanha e Grã-Bretanha, juntamente com o alto representante dos Vinte e Cinco para a política externa, Javier Solana, não conheguiram chegar a acordo com Teerão, em Viena, a respeito do programa nuclear. Segunda-feira, as duas partes voltam à mesa das negociações.

“Para restaurar a confiança, a chave da solução é o regresso à suspensão completa das actividades de enriquecimento de urânio, incluindo no campo da pesquisa. É um problema de confiança”, disse o ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Philippe Douste-Blazy. Esta é a última ronda negocial antes da apresentação do relatório da Agência Internacional da Energia Atómica. Só depois o Conselho de Segurança das Nações Unidas pode decidir, ou não, sanções contra o governo iraniano. A comunidade internacional teme que o enriquecimento de urânio por parte do Irão tenha fins militares, o que é negado por Teerão. Paralelamente, estão a decorrer também negociações com Moscovo, que propõe que o urânio iraniano seja enriquecido em território russo, uma proposta apoiada por Washington e Bruxelas. Os medos relacionados com o programa nuclear iraniano acentuaram-se com os comentários cada vez mais radicais do presidente Ahmadinejad, nomeadamente contra o Estado de Israel. O último episódio passou-se na Malásia. Num discurso em Kuala Lumpur, o presidente iraniano disse que “as potências ocidentais e os sionistas iriam caír”. Esta viagem à Malásia tem como objectivo recolher apoios, junto do governo de Kuala Lumpur, ao programa nuclear do Irão. Teerão insiste que o enriquecimento de urânio para gerar energia nuclear tem fins exclusivamente civis, mas a tensão com as potências ocidentais continua a crescer.