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Violência eclode em Bagdad, mas Rumsfeld nega que haja guerra civil

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Violência eclode em Bagdad, mas Rumsfeld nega que haja guerra civil

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Dois polícias morreram e outras cinco pessoas ficaram feridas num atentado à bomba, em Bagdad, contra uma coluna de veículos em que viajavam altos oficiais do ministério do Interior. Os alvos eram responsáveis de Al Yadriga, uma prisão com má fama entre os sunitas desde que, no fim do ano passado, foram divulgadas fotografias da tortura a que que foram submetidos dezenas de árabes sunitas.

O secretário norte-americano da Defesa nega que haja guerra civil no Iraque, apesar do perigo existir. Donald Rumsfeld diz que “há sempre um potencial para a guerra civil – este país passou de um regime de repressão que atirou com centenas de milhares de seres humanos para valas comuns, a coesão só era possível pela força e brutalidade e não em resultado de uma Constituição, de um papel, desrespeitando os cidadãos e as diferentes religiões. As diferenças naturais e históricas sempre existiram nesta comunidade e continuarão a existir”. Mesmo assim, foram ouvidas muitas outras explosões na capital iraquiana, em Fallujah e em Bassorá. Noutros actos de violência, pelo menos 23 cadáveres – muitos dos quais enforcados – foram abandonados em vários bairros de Bagdad. Uma patrulha militar norte-americana descobriu, durante a noite, 18 cadáveres num mini-autocarro abandonado numa estrada a oeste da capital. As vítimas tinham sido algemadas, vendadas, enforcadas ou mortas a tiro. Pelo menos duas das vítimas aparentavam ser árabes não iraquianas. A polícia encontrou os cadáveres de outros quatro homens em Baladiyat, um bairro misto sunita e xiita, a Leste de Bagdad.