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Cavaco Silva "atreve-se" a fixar desafios para Portugal no início de mandato

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Cavaco Silva "atreve-se" a fixar desafios para Portugal no início de mandato

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“Acção e mais acção”, a palavra de ordem de Aníbal Cavaco Silva. Durante a cerimónia de investidura no cargo de presidente da República, esta manhã em Lisboa, Cavaco não deixou de advertir, que não se pode confundir estabilidade política com imobilismo.

Este o tom, interventivo, com que o quarto chefe de Estado português democraticamente eleito tomou hoje posse na Assembleia da República, frente a 900 convidados, entre os quais diversas personalidades nacionais e estrangeiras. Eleito com 50,5% dos votos nas eleições de 22 de Janeiro, Cavaco sucede a dois mandatos de Jorge Sampaio que há 10 anos o derrotara na corrida presidencial. No seu discurso de tomada de posse de 28 páginas, Cavaco falou de progresso, crescimento da economia e de qualificação de recursos humanos, e advertiu para a urgência de reforçar a credibilidade no sistema de justiça e na vida política. Num discurso dominado pelas palavras esperança e confiança, fiel às expectativas que rodearam a sua candidatura no contexto de crise económica, Cavaco “atreveu-se” a propor cinco desafios, segundo ele, “cruciais para abrir caminhos consistentes de progresso”. Um toque a reunir em tempos de crise, ilustrado pela comparação dos desafios do seu mandato com a viagem de Pedro Àlvares Cabral há 506 anos, e pela esperança de levar a bom porto o que chamou de “nau colectiva”.