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ETA marca com ataques dia de greve geral no País Basco

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ETA marca com ataques dia de greve geral no País Basco

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A ETA deixou a sua marca em dia de greve geral no País Basco. Esta quinta-feira, bem cedo, a organização terrorista basca colocava Espanha em alerta máximo, com o anúncio da explosão iminente de quatro bombas em estradas do Norte do país. As autoridades apressaram-se a desviar o tráfego e dois engenhos explodiram: uma na auto-estrada que liga Bilbau a Santander, na Cantábria, e a outra numa estrada nacional de Navarra.

As deflagrações apenas causaram ligeiros danos materiais, mas as buscas da polícia prolongaram-se durante o dia. As reacções não tardaram, a começar pelo governo. O ministro da Administração Interna, José António Alonso, quis deixar claro que se tratou de “um atentado contra a democracia, as liberdades e direitos dos cidadãos” e enviou uma mensagem à organização terrorista: “O Estado de direito não vai recuar nem um milímetro na luta contra o terrorismo e a vontade da ETA de estar presente num dia de greve não teve qualquer sucesso”. Nas últimas semanas a ETA aumentou o número de acções, quando o governo de Madrid espera o anúncio do desarmamento para iniciar o diálogo, apesar da oposição do Partido Popular e das famílias das vítimas. A greve no País Basco, convocada pelo ilegalizado Batasuna, não teve grande participação. O dia começou com barricadas e ameaças a comerciantes que abriam os estabelecimentos. O objectivo da greve era protestar contra o governo regional, por ter proibido manifestações de homenagem a dois membros da ETA, falecidos na prisão na semana passada. No fim-de-semana, os protestos ilegais acabaram em violência.