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Membros permanentes do Conselho de Segurança buscam solução para crise iraniana

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Membros permanentes do Conselho de Segurança buscam solução para crise iraniana

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Os cinco países com assento no Conselho de Segurança das Nações Unidas tiveram ontem uma reunião preliminar para avaliarem a forma como vão tentar resolver a crise nuclear iraniana. No entanto, o consenso sobre a questão está distante, o que não favorece posições extremas, como deixou transparecer o chefe da diplomacia russa, Sergei Lavrov, ainda antes da infrutífera reunião em Nova Iorque:

“Não penso que a imposição de sanções, como meio para resolver uma crise, tenha tido êxito no passado recente.” O conselho de governadores da AIEA decidiu ontem enviar a discussão da crise para o Conselho de Segurança. Porém, para Mohammed ElBaradei, chefe da Agência da ONU com sede em Viena, esta atitude representa a continuação da via diplomática. “Actualmente, precisamos de uma abordagem sensata e de moderar a retórica. Penso que é necessário continuarmos a buscar formas de progredir, esta é uma questão que vai levar tempo, não será resolvida amanhã”, afirmou ElBaradei. O apelo à prudência vai particularmente dirigido a Teerão, depois das ameaças deixadas por Javad Vaeedi, um responsável iraniano presente em Viena: “Os Estados Unidos podem ter o poder de causar dano e mágoa, mas também são susceptíveis de sofrer esses males.” Apoiada nas divisões no Conselho de Segurança, Teerão prossegue a estratégia de desafio. Algo que, para os Estados Unidos, isola ainda mais a República Islâmica e deixa patentes quais os riscos corridos, caso o regime iraniano prossiga a pesquisa nuclear.