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Acusações de corrupção e espionagem abalam campanha de Silvio Berlusconi

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Acusações de corrupção e espionagem abalam campanha de Silvio Berlusconi

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Dois escândalos no mesmo dia ameaçam afundar ainda mais a popularidade de Silvio Berlusconi a um mês das eleições legislativas.

O primeiro-ministro italiano volta a estar nas malhas da justiça, acusado de corrupção. Ao mesmo tempo um dos seus ministros, acusado de espionagem eleitoral, decidiu apresentar demissão do governo. Face ao calendário de campanha, os aliados de Berlusconi falam de “conspiração política”. Ao final da manhã o Ministério Público de Milão decidiu acusar formalmente Berlusconi de “corrupção em acto judicial”. Uma decisão baseada nas provas de que o primeiro-ministro teria pago o silêncio do advogado britânico Jeff Mills por 600 mil dólares, de forma a que ocultasse detalhes sobre o seu império mediático. Berlusconi poderá ter que comparecer em Maio numa audiência preliminar do processo. Esta nova acusação surge no contexto do inquérito a diversas irregularidades na compra e venda de direitos televisivos do grupo Mediaset, propriedade de Berlusconi. Os factos negados por ambos os arguidos têm repercussões mesmo no Reino Unido, uma vez que o advogado Jeff Mills até há alguns dias era marido da actual ministra da cultura britânica. Ao início da tarde um novo revês abalava Berlusconi. Desta feita o seu ministro da saúde Francesco Storace apresentava demissão, de forma a evitar perturbar a campanha eleitoral da coligação governamental. Membro da Aliança Nacional, principal partido da coligação governamental, Storace é acusado de ter beneficiado do apoio de uma complexa rede de espionagem de adversários políticos, que actuava ainda na área da espionagem industrial, violando leis de privacidade. Dois duros golpes para um primeiro-ministro que não pára de caír nas sondagens e que actualmente conta com uma desvantagem de 26% face à coligação de centro-esquerda liderada por Romano Prodi, dada como favorita para o sufrágio de dia 9 de Abril.