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Regime bielorrusso ameaça apoiantes da oposição e UE avisa contra fraudes

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Regime bielorrusso ameaça apoiantes da oposição e UE avisa contra fraudes

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A três dias das eleições presidenciais, os serviços especiais da Bielorrússialançam uma mensagem aos eleitores que pensem participar nos protestos convocados pela oposição para domingo. O KGB bielorrusso afirma que qualquer acto que vise destabilizar o país será considerado como acção terrorista e, por isso, passível de prisão perpétua ou pena de morte.

Esta quinta-feira, o KGB voltou a acusar a oposição ao presidente Alexander Lukashenko de fomentar uma revolução para tomar o poder, à semelhança do que aconteceu na Ucrânia ou na Geórgia. Stépan Sukhorenko, presidente do KGB bielorrusso, defende que “os organizadores da chamada revolução preparam não um protesto pacífico, como dizem, mas uma acção de força com explosões, incêndios, provocações das forças da ordem, tudo para criarem o caos e tomarem o poder no país”. A apoiar as acusações, o KGB exibiu depoimentos de alegados terroristas detidos. O aviso do regime chega após as declarações do principal candidato da oposição, Alexander Milinkevitch, que pedia aos apoiantes que se manifestem pacificamente no domingo em Minsk contra as fraudes eleitorais. Alexander Lukashenko, no poder há 12 anos, é dado como vencedor. O Conselho da Europa, os deputados europeus e americanos, a Comissão Europeia e a Comissão da ONU para os Direitos Humanos pedem a Lukashenko que ponha fim às intimidações e às detenções de opositores e jornalistas. As últimas eleições não foram consideradas livres e democráticas pela OSCE e, se tal volta a acontecer, a União Europeia (UE) ameaça reforçar as sanções já em vigor contra a Bielorrússia.