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Chirac apela à responsabilidade dos manifestantes

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Chirac apela à responsabilidade dos manifestantes

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A contestação ao Contrato Primeiro Emprego (CPE), em França, alastra e degenera. Amanhã está prevista uma mobilização geral no país que, além de juntar estudantes do ensino secundário e do ensino superior, deve contar com a participação dos sindicatos e dos partidos da oposição. A polícia prepara-se e o presidente Jacques Chirac lança um apelo: “Gostaria de apelar ao sentido de responsabilidade de cada um. Esta manifestação deverá desenrolar-se pacificamente e de forma respeitosa.”

Ontem, as manifestações de estudantes acabaram de forma violenta em Paris e Rennes. Na capital, depois de uma marcha tranquila onde terão participado 33.000 estudantes, segundo o ministério do Interior, o protesto degenerou. Dos confrontos resultaram avultados estragos materiais perto da Universidade da Sorbonne. Pelo menos oito agentes da polícia anti-motim ficaram feridos e 181 manifestantes foram interpelados. Entre os estudantes, muitos tentam demarcar-se dos acontecimentos: “O que pensamos é que não queremos este tipo de coisas, quem faz isto não são os estudantes. Estas pessoas não nos representam e não é normal que arrasem uma praça.” O desalento e o desespero invadem aqueles que viram o seu negócio afectado: “É a anarquia, a lei da rua. Não há governo, não há lei. Resta-me deixar a França, emigrar.” O braço de ferro em torno do Contrato Primeiro Emprego vai manter-se uma vez que o governo se mostra inflexível. A mobilização deste sábado deverá trazer às ruas de França mais de um milhão de manifestantes.