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Meio milhão de estudantes contra CPE; protestos violentos em cinco cidades

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Meio milhão de estudantes contra CPE; protestos violentos em cinco cidades

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A mobilização contra o Contrato Primeiro Emprego voltou esta quinta-feira a originar violentos confrontos entre a polícia e manifestantes. Após os protestos organizados pelo movimento estudantil em toda a França, que terão reunido meio milhão de manifestantes, algumas marchas terminaram em distúrbios.

A Praça da Sorbonne, em Paris, foi o local onde se registaram os piores confrontos, com centenas de jovens, na maioria alheios às manifestações, a enfrentarem a polícia com pedras e cocktails Molotov. As forças da ordem ripostaram com canhões de água e gás lacrimogénio e procederam, em todo o país, a mais de duzentas detenções. Durante os tumultos, diversos comércios e automóveis foram vandalizados e há 35 feridos a registar entre as forças de segurança. Apesar dos distúrbios, a mobilização desta quinta-feira é um bom indicador para a manifestação anti-CPE que sindicatos e organizações estudantis agendaram para sábado. Um manifestante em Toulouse diz que “é um bom sinal para a manifestação interprofissional de sábado o facto de estudantes do secundário e trabalhadores terem aderido em massa a estes protestos.” Porém, nem todos estão contra a proposta de manter os jovens sob um período experimental de dois anos durante o primeiro contrato laboral. Xavier Phillipot, estudante em Montpellier, considera que “deve ser dada uma hipótese ao CPE. É preciso testar a sua aplicação”. A mesma atitude foi defendida pelo primeiro-ministro Dominique de Villepin que, apesar de se manter irredutível, decidiu, na sequência dos protestos e das greves estudantis, ouvir representantes académicos e sindicais.