Última hora

Última hora

Oposição síria unida para preparar revolução e governar o país

Em leitura:

Oposição síria unida para preparar revolução e governar o país

Tamanho do texto Aa Aa

Uma revolução à romena é o que prevê a oposição síria, após uma reunião histórica em Bruxelas. Entre os 17 líderes, de todos os quadrantes políticos, encontrava-se Adbdel-Halim Khaddam, vice-presidente sírio até ao ano passado e a viver agora no exílio em França. A reunião serviu para formarem uma inédita união com vista a governar a Síria, após a queda do regime de Bachar al-Assad.

A oposição desconhece qual o verdadeiro apoio que tem no terreno, mas prevê que a revolução seja pacífica, que ocorra este ano e que o presidente acabe como o ditador romeno Nicolae Ceaucescu: capturado, julgado e assassinado em 1989. Os Estados Unidos estão prontos a financiar a oposição síria, com cinco milhões de dólares, e procuram isolar o actual regime. Mas o presidente sírio, Bachar al-Assad, no poder desde 2000, considera impossível ignorar a Síria, defende que o seu país tem um papel essencial em temas como processo de paz, estabilidade do Médio Oriente e luta contra o terrorismo e afirma que os países que o querem isolar correm o risco de se verem afastados destes problemas. A Síria é criticada pela comunidade internacional, a começar pela França e Estados Unidos, devido à sua participação no assassinato de Rafic Hariri, no Líbano, à influência nos territórios palestinianos e à inércia no controlo das fronteiras com o Iraque.