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A crise do CPE ameaça estabilidade do governo francês

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A crise do CPE ameaça estabilidade do governo francês

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A contestação à lei do Contrato Primeiro Emprego, o CPE , levou às ruas das principais cidades francesas um milhão e meio de manifestantes.

Aos protestos juntaram-se alguns líderes sindicais e figuras dos principais partidos da esquerda. A maior manifestação ocorreu em Paris onde grupos de jovens incendiaram carros e lojas. O confronto com as forças foi inevitável. A lei criada por Dominique de Villepin prevê que as empresas possam despedir o trabalhador com menos de 26 anos de idade em qualquer altura,nos dois primeiros anos do contrato de trabalho, sem justificação ou indemnização. Para o governo, o contrato faz parte da luta contra o desempreg os sindicatos não pensam assim. Após manifestações de quinta-feira, em que participaram entre 250.000 a 500.000 pessoas, este sábado é o grande desafio para o primeiro-ministro.Dominique de Villepin mostrou-se disposto perante uma representação dos reitores das universidades do país, a fazer um gesto significativo para desbloquear a crise mas não especificou que tipo de medidas irá adoptar. Receia-se que a crescente crispação dos estudantes contrários ao CPE, que conseguiram a paralisação ou o bloqueio de 50 das 84 universidades que existem em França não fique por aqui.