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Cresce o receio de violência na Bielorrússia

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Cresce o receio de violência na Bielorrússia

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Quatro candidatos disputam as eleições presidenciais de domingo, com as sondagens a darem entre 60 e 78 por cento dos votos a Alexandre Lukachenko para um terceiro mandato mas a oposição diz que não houve uma campanha democrática.Alexandre Milinkevitch, um dos quatro candidatos – apoiado pela comunidade internacional, convocou os bielorrussos para a emblemática Praça de Outubro, no centro da capital, assim que fecharem as assembleias para denunciar a gigantesca fraude eleitoral

Objectivo: lançar um movimento nacional susceptível de precipitar o colapso do regime como, além de Kiev, aconteceu com a “Revolução da Tulipa” no Quirguistão e com a “Revolução da Rosa” na Geórgia. A dois dias das eleições Lukashenko declarou na televisão pública estar disposto a “torcer o pescoço dos que violem a lei e a ordem pública” e reafirmou a intenção de esmagar qualquer tentativa de golpe de Estado. Condenado várias vezes pela Comissão dos Direitos Humanos das Nações Unidas Lukaschenko é conhecido como “o último ditador europeu” e tudo aponta que deverá ser reeleito para um terceiro mandato, graças a uma campanha marcada pelo silenciamento de jornalistas e detenção de opositores. No terreno estão mais de quatro centenas de observadores, embora Minsk tenha proibido a supervisão do escrutínio.