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Lukashenko sobe o tom das ameaças à oposição

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Lukashenko sobe o tom das ameaças à oposição

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O presidente bielorusso Alexander Lukashenko aumentou o tom das ameaças contra os opositores do regime de Minsk.

A dois dias das eleições Lukashenko afirmou-se disposto a “torcer o pescoço dos que violem a lei e a ordem pública” e em declarações à televisão manteve a intenção de esmagar qualquer tentativa de golpe de Estado. Declarações que surgem um dia depois dos serviços secretos bielorussos terem ameaçado com a pena de morte e prisão perpétua aqueles que se manifestem no dia do escrutínio. A tensão aumenta à medida dos rumores que anunciam uma revolução pacífica, à imagem da chamada revolução laranja ucrâniana ocorrida em 2004. Apesar das ameaças, a oposição bielorussa está decidida a contestar nas ruas os resultados da eleições e apela a uma manifestação pacífica no próximo domingo após o encerramento das urnas. O movimento opositor, de onde se destaca Alexander Milinkevich, exige a realização de eleições livres e justas. A comunidade Internacional acusa Lukashenko, claro favorito nas sondagens para derrotar três outros candidatos, de eliminar qualquer tentativa de oposição. A União Europeia e os Estados Unidos advertiram para um endurecimento das sanções à Bielorússia caso os observadores internacionais detectem irregularidades no escrutínio, ou se Minsk reprimir de forma violenta as manifestações marcadas para domingo. Por outro lado, alguns dirigentes europeus de Leste, antigos e actuais, também apelaram à UE para que apoie a oposição bielorussa, aplicando sanções económicas e políticas ao regime de Lukashenko.