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Bielorússia: Eleitores deverão reeleger presidente no poder há 12 anos

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Bielorússia: Eleitores deverão reeleger presidente no poder há 12 anos

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Com a abertura das urnas esta manhã, sete milhões de eleitores são chamados a votar na Bielorússia. Não se esperam grandes surpresas. Tudo indica que o actual presidente Alexandre Loukachenko há doze anos no poder deverá voltar a vencer o escrutínio.

Acusado de autoritarismo no Ocidente, Loukachenko apresenta-se como o homem da estabilidade social e do crescimento económico e ontem, num discurso televisivo, fez saber que esmagaria qualquer tentativa de revolta popular. O presidente próximo de Moscovo disse ainda que na Bielorússia não haveria golpes de estado. Alexandre Milinkevitch, principal candidato da oposição, convocou os seus partidários a manifestarem-se após o fecho das urnas em Minsk. Este professor universitário de 58 anos critica a falta de liberdade e o clima de repressão política que se vive na antiga república sovietica situada entre a Polónia e a Rússia. O regime instalado em Minsk tem reprimido focos de oposição como comprovam notícias e imagens de detenções levadas a cabo pela polícia um dia antes das eleições. A União Europeia, pela voz de Durão Barroso, mostrou-se preocupada com os entraves à liberdade no país e advertiu o chefe de estado bielorusso contra eventuais fraudes eleitorais. No entanto, as escassas sondagens realizadas no país indicam que de facto o presidente tem uma base de apoio popular sobretudo entre a população mais velha. Entre os mais novos, as opiniões parecem ser diferentes. Milhares de jovens estiveram este sábado num concerto rock realizado nos arredores da capital durante o qual Milinkevitch reafirmou o objectivo de conquistar a “liberdade, a justiça e a verdade”. O principal líder da oposição tenta criar um movimento que apoie uma revolução pacífica semelhante à revolução laranja ucraniana que em 2004 depôs o regime de Kiev.