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Clima de tensão aumenta na Bielorússia em véspera eleitoral

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Clima de tensão aumenta na Bielorússia em véspera eleitoral

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Vinte por cento dos eleitores da Bielorússia começaram este sábado a votar nas presidenciais, numa primeira fase do escrutínio que decorreu sem problemas de maior.

Isto apesar da atmosfera de violência que paira no país depois de o presidente Alexander Lukashenko, candidato número um, ter ameaçado executar qualquer opositor que ouse contestar a sua provável vitória. O regime instalado em Minsk, liderado por Lukaschenko há 12 anos, tem reprimido focos de oposição, como comprovam notícias de detenções levadas a cabo pela polícia um dia antes da maioria dos eleitores acorrerem às urnas. As maiores esperanças daqueles que se opõem a Lukashenko estão depositadas na candidatura de Alexander Milinkevitch que ontem voltou a apelar à mobilização para um protesto pacífico após o encerramento das secções de voto este Domingo. Milhares de jovens estiveram este sábado num concerto rock realizado nos arredores de Minsk durante o qual Milinkevitch reafirmou o objectivo de “conquistar a liberdade, justiça e verdade”. O principal líder da oposição tenta mobilizar um movimento que apoie uma revolução pacífica semelhante à revolução laranja ucraniana que em 2004 depôs o regime de Kiev. No entanto, o presidente Lukashenko conta ainda com algumas bases populares de apoio, especialmente entre a população mais velha residente fora da capital. Desde meados dos anos 90 que o Ocidente acusa o chefe de estado bielorusso de falsificar resultados eleitorais, e a União Europeia ameaça reforçar as sanções económicas e diplomáticas caso as eleições deste domingo não sejam justas.