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Um erro de diplomacia crasso para o movimento Hamas.

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Um erro de diplomacia crasso para o movimento Hamas.

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O partido vencedor das eleições palestinianas de Janeiro entregou ontem ao presidente Mahmoud Abbas a lista das 24 figuras que deverão integrar o seu próximo governo. Se à cabeça do executivo se encontram figuras consideradas moderadas como o primeiro-ministro indigitado Ismail Hanyieh, ou Said Siyam proposto para a pasta do Interior, a nomeação do radical Mahmoud Zahar para responsável da diplomacia inquieta a comunidade internacional.

Abbas vai agora submeter a lista de nomes à votação do parlamento nas próximas 24 a 48 horas. O presidente não colocou qualquer entrave à escolha de personalidades, marcada pela ausência de elementos do partido Fatah. Fontes próximas de Abbas sublinharam no entanto que o presidente reserva o direito de dissolver o governo em caso de bloqueio das negociações de paz. O caso é já irreversível para Israel que reafirmou que recusará qualquer iniciativa de diálogo com um governo liderado pelo Hamas. Primeiro reflexo do endurecimento de posições dos dois lados o bloqueio israelita na passagem de Karni na fronteira da faixa de Gaza que dura há já dois meses. Um responsável da ONU no terreno sublinha que neste momento as reservas de mantimentos fornecidos à população se encontram esgotadas devido ao bloqueio. Um primeiro sinal do isolamento do Hamas no plano internacional. As primeiras vítimas poderão ser no entanto os palestinianos, que na sua maioria dependem das ajudas vindas de Estados Unidos e União Europeia.