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Caso de sindicalista em coma aumenta tensão social em França

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Caso de sindicalista em coma aumenta tensão social em França

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A Inspecção das polícias em França abriu um inquérito para averiguar responsabilidades no caso do sindicalista ferido durante a manifestação de sábado em Paris e que se encontra desde então em estado de coma.

Quando a polícia interveio para dispersar grupos de mascarados que atiravam garrafas e outros objectos há duas horas, Cyril Ferez de 39 anos foi encontrado no chão ensanguentado. Há várias versões dos acontecimentos. Um fotógrafo declarou que viu a polícia a dar-lhe pontapés. Outra testemunha afirma que a vítima recuperou a consciência antes de ser levada para o hospital. Outros relatos indicam que antes de voltar a perder a consciência, a vítima terá dito que tinha estado a brigar com manifestantes. Um dado é certo. As análises clínicas revelaram que o sindicalista tinha uma elevada taxa de álcool no sangue, tal como refere um membro do sindicato da polícia: “Não sabemos se ele foi vítima dos vândalos ou da polícia ou até dele próprio. Sabemos no entanto que ele estava muito embriagado.” O sindicato de que a vítima faz parte, o sud-PTT, emitiu um comunicado onde frisa que a polícia está a “tentar denegrir o sindicalista” dando destaque ao seu estado de embriaguez para “encobrir” os excessos cometidos.