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Contestação ao CPE prossegue nas ruas e no Parlamento

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Contestação ao CPE prossegue nas ruas e no Parlamento

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A contestação ao Contrato Primeiro Emprego continua a levar milhares de estudantes para as ruas de França. Em diversas cidades do país, manifestantes pediram a revogação da lei, que impõe um período experimental de dois anos e a possibilidade de despedimento sem explicações durante esse espaço de tempo aos jovens de menos de 26 anos.

As manifestações têm-se sucedido, depois da aprovação da lei no Parlamento a 9 de Março. Novas jornadas de protesto estão agendadas para terça-feira que vem, depois de no sábado organizações estudantis e sindicais terem organizado marchas que reuniram entre quinhentos mil e um milhão e meio de manifestantes em todo o país. Hoje, na Assembleia Nacional, o CPE voltou a ser debatido, com a oposição a criticar a intransigência do governo. O líder parlamentar socialista Jean-Marc Ayrault considera que é demasiado tarde para o primeiro-ministro anunciar uma negociação. Espezinhou os parceiros sociais, adoptou a lei à pressa e sem consultar o Parlamento graças ao artigo 49.3 e ignorou as manifestações. Ninguém acredita na palavra do primeiro ministro, nem nas suas pseudo-concessões.” A contestação ao CPE chegou a dividir a maioria parlamentar, mas o grupo UMP está agora disposto a unir-se atrás de Dominique de Villepin, uma vez que o primeiro-ministro revelou alguma abertura para rever a lei. Em causa estão os dois pontos mais polémicos, mas o primeiro-ministro poderá propor uma redução do período experimental para apenas um ano e impor a realização de entrevistas com os trabalhadores antes de um eventual despedimento.